Como prometido aqui, começo hoje a série de posts sobre a minha visita ao Uruguai. O primeiro post obviamente será sobre Montevidéu, a capital do país, uma cidade com muita coisa para se ver.
O Uruguai é um país pequeno – tem somente cerca de três milhões de habitantes – e Montevidéu é menor que Curitiba. No entanto, não pense que é possível andar pela capital sem utilizar transporte público ou táxi. Para começar, o Aeroporto Internacional de Montevidéu fica em Carrasco, a 18 km da capital. É preciso pegar táxi oficial para sair do aeroporto e, dependendo do horário, você pode pagar um preço bem salgado pela corrida (eu paguei 1000 pesos). Outra alternativa é o ônibus que faz a linha aeroporto-Montevidéu, que custa US$ 27, mas, como eu não utilizei o serviço, eu não sei sobre a qualidade.

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Para visitar as atrações da capital, o modo mais fácil e barato é o ônibus. As tarifas variam de 10 a 25 pesos (há diversas linhas e empresas que cobram valores variados). É sempre bom deixar dinheiro trocado no bolso.
Fiquei hospedada bem no centro da cidade, no Hotel Lancaster (Plaza de Cagancha). O hotel não tem luxo, mas é bem organizado e limpo. O café da manhã é muito bom – há medialunas à vontade – e o serviço de quarto é eficiente. Próximos ao hotel ficam a Ciudad Vieja (Cidade Velha), onde estão os prédios mais antigos e a o Palácio da República (Plaza de La Independencia), a prefeitura (intendencia) da cidade, que possui um elevador panorâmico (que não estava funcionando no dia que eu visitei) e a Rambla, avenida beira-rio.
Zoo Villa Dolores
Em Montevidéu há um zoológico muito bonito, o Zoo Villa Dolores. Segundo o site da prefeitura, há 550 exemplares de animais provenientes de várias partes do mundo. O local é bem cuidado e os animais estão em ótimas condições. A entrada custa 20 pesos – às quartas a entrada é franca.

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Para chegar ao Zoo, confira no site da Intendencia as linhas de ônibus que passam lá.
Estádio Nacional
Para quem gosta de futebol, uma ótima dica é o Estádio Nacional de Montevidéu. Palco dos jogos de dois grandes times uruguaios – Nacional e Peñarol -, o estádio foi construído para a primeira Copa do Mundo FIFA, nos anos 30. O estádio conta com um modesto museu do futebol aberto aos visitantes e é possível ir até as arquibancadas do estádio para fotografar. A entrada pode ser paga em dólares, pesos ou reais. Eu paguei R$ 12.

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A manutenção do estádio é precária, o gramado estava bem ruim e o museu do futebol é bem inferior ao do Pacambu. Mas é muito legal conferir a história do futebol uruguaio e outras curiosidades. É possível encontrar referências ao futebol brasileiro – há inclusive uma camisa e uma bandeira do Cruzeiro.
Rambla e o Rio da Prata
Ir a Montevidéu e não ver o Rio da Prata é impensável, não? A cidade conta com uma avenida beira-rio (Rambla) de mais de 40 km e algo que todos precisam fazer é conferir o pôr do sol na Rambla. Ao andar pela avenida você descobre por que o rio é chamado de “Prata”.

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É possível também visitar Porto de Montevidéu (e ficar a uma distância pequena dos grandes navios de passageiros) e o Mercado do Porto, com lojas de artesanato e restaurantes.
Pontos positivos 
Montevidéu é uma cidade linda, a comida é muito boa (principalmente o sanduíche típico, o chivito) e de preço aceitável, e os transporte público é suficiente (não é excelente, mas também não é ruim). Para os apaixonados por livros, há muitas opções de livrarias no centro. Quem gosta de história também está muito bem servido em Montevidéu, pois, além dos prédios históricos, há muitos museus interessantes.
Pontos negativos
A informação turística é quase nula. Por exemplo, quando fui à Intendencia para utilizar o elevador panorâmico, a recepcionista não sabia que o equipamento não estava funcionando e me deu o ingresso como se tudo estivesse normal. Se você quer visitar o país, pesquise na internet e planeje seu trajeto, pois não há serviço turístico público. Uma alternativa é contratar alguma agência de turismo que faça city tours com guia (há varias na Ciudad Vieja).